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O Que Levar e o Que Deixar Para Trás numa Migração

Migração é a melhor hora de deixar lixo para trás. Veja o que copiar, o que recriar do zero e o que não deve atravessar para o servidor novo....

Capa do artigo sobre o que migrar e o que descartar numa troca de servidor

Existe um reflexo natural em toda migração: copiar tudo. É compreensível, porque ninguém quer descobrir depois que faltou alguma coisa. Mas copiar tudo significa levar junto anos de acúmulo, e é assim que um servidor novo nasce com os problemas do antigo.

Migração é o único momento em que limpar não custa nada, porque você já está mexendo em tudo de qualquer jeito. Vale aproveitar.

O que vai, sem discussão

Quatro coisas são o site, e precisam atravessar íntegras:

  • O banco de dados. É onde está todo o conteúdo. Sem ele você leva uma casca.
  • Os uploads. Imagens, PDFs, anexos. Em WordPress, a pasta de uploads.
  • O tema ativo, com as customizações. Principalmente se houver tema filho com alterações feitas à mão.
  • Arquivos de configuração e regras de redirecionamento. As regras que mantêm links antigos funcionando valem ouro para SEO.

O que você deveria deixar

Plugins e temas desativados

Se está desativado há meses, não faz falta. E não é só peso: plugin desativado continua sendo código no servidor, passível de ser explorado se tiver vulnerabilidade conhecida. Uma das portas de entrada mais comuns em sites invadidos é justamente um plugin esquecido que ninguém atualiza porque ninguém lembra que existe.

Backups guardados dentro do site

É comum encontrar vários arquivos de backup na própria pasta do site, gerados por plugin e nunca removidos. Eles pesam muito, não protegem contra nada, porque backup guardado no mesmo servidor morre junto com ele, e às vezes ficam acessíveis pela web.

Logs antigos e arquivos temporários

Caches de plugin, logs de erro de anos atrás, pastas de atualizações interrompidas. Tudo isso se regenera sozinho quando necessário.

Usuários que não deveriam mais existir

Migração é hora de revisar quem tem acesso. Prestador que terminou o contrato, estagiário que saiu, conta de teste com privilégios de administrador. Cada conta ativa é uma chave em circulação.

O que é melhor recriar do que copiar

Três coisas quase sempre saem melhores refeitas no destino:

Certificado HTTPS. Não se copia, e não faz sentido tentar. Emite-se no servidor novo, leva minutos.

Tarefas agendadas. Elas vivem na configuração do servidor, não nos arquivos do site. Vale listar todas no antigo e recriar no novo, de propósito, conferindo quais ainda são necessárias.

Configuração de e-mail de saída. Credenciais de envio costumam estar amarradas ao servidor de origem e falham silenciosamente depois da troca. O resultado é o formulário de contato que não entrega mais nada e ninguém percebe por semanas.

O que exige atenção redobrada

Caminhos escritos no banco

Sites guardam endereços absolutos dentro do conteúdo. Depois da migração, eles continuam apontando para o lugar antigo. Em WordPress isso aparece como imagem que não carrega e link interno quebrado.

A correção é uma substituição no banco, mas ela precisa ser feita com ferramenta que entenda dados serializados. Substituição de texto bruta corrompe campos e quebra configurações de forma difícil de rastrear.

Permissões de arquivo

Copiar entre servidores frequentemente bagunça dono e permissão dos arquivos. O sintoma é o site carregando mas recusando upload, ou atualizações que falham sem explicação.

A limpeza que mais compensa

Se for fazer só uma, faça esta: limpe a tabela de revisões e de dados transitórios do banco antes de copiar.

Um WordPress com anos de uso costuma ter o banco várias vezes maior do que o conteúdo real, cheio de rascunhos automáticos e dados temporários que nunca foram descartados. Isso deixa a migração mais rápida e o site novo mais ágil desde o primeiro dia.

Como decidir caso a caso

Na dúvida sobre um arquivo ou plugin, três perguntas resolvem:

  1. Isso está em uso hoje? Se não, fica.
  2. Se faltar, eu percebo em quanto tempo? Se a resposta for nunca, não é necessário.
  3. Dá para recriar em minutos? Se sim, recriar é melhor do que arrastar junto.

E a rede de segurança que torna tudo isso seguro: mantenha o servidor antigo ligado por algumas semanas. Com ele no ar, qualquer coisa que você tenha deixado para trás e faça falta ainda está lá para ser buscada.

Se preferir que alguém conduza essa limpeza junto com a mudança, a migração da StayCloud é acompanhada.

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